Ass.: O amor de Cristo nos uniu.
Caríssimos irmãos e irmãs,
Com o coração profundamente agradecido à Santíssima Trindade, acolho a todos nesta celebração da Santa Eucaristia, na qual desejo oferecer o Santo Sacrifício da Missa em ação de graças pelo dom dos meus dezoito anos de vida. Antes de qualquer comemoração, quis estar diante do altar do Senhor, porque é d'Ele que recebi o dom da existência, é por Ele que fui sustentado até aqui e é para Ele que desejo orientar todos os dias da minha caminhada.
Dezoito anos representam uma etapa significativa da vida. Ao olhar para o caminho percorrido, reconheço que cada dia foi sustentado pela providência divina. Houve momentos de alegria e de provação, de vitórias e de desafios, mas em todos eles o Senhor permaneceu fiel às suas promessas. Por isso, hoje não celebro apenas o passar do tempo, mas, sobretudo, a fidelidade de Deus, que jamais abandona aqueles que n'Ele confiam.
Esta celebração torna-se ainda mais significativa porque acontece no dia em que a Igreja celebra a festa de Santa Maria Madalena, a primeira testemunha da Ressurreição do Senhor e aquela que recebeu do próprio Cristo a missão de anunciar aos Apóstolos a grande notícia da vitória sobre a morte. Seu exemplo de conversão, amor ardente e fidelidade ao Mestre inspira-nos a buscar continuamente a santidade e a permanecer firmes na missão que Deus confia a cada um de nós.
Como sacerdote, encontro nesta data um motivo ainda maior para agradecer. A vida que Deus me concedeu alcança seu sentido mais pleno na vocação a que fui chamado. Tudo o que sou e tudo o que espero realizar pertence ao Senhor. Hoje renovo, diante deste altar, meu desejo de viver inteiramente para Cristo e para a sua Igreja, servindo com humildade, zelo pastoral e amor ao povo santo de Deus.
Desejo agradecer, de modo especial, a presença de cada um dos irmãos e irmãs que participa desta celebração. Agradeço pelas orações, pelo carinho, pela amizade e pela comunhão fraterna. Que esta Eucaristia seja também uma ação de graças por todos aqueles que fizeram parte da minha história: minha família, meus amigos, meus formadores e todos os que, de alguma forma, foram instrumentos da graça de Deus em minha vida.
Peço, humildemente, que continuem rezando por mim. Que o Senhor me conceda a perseverança na fé, a fidelidade ao ministério sacerdotal, a alegria de servir, a sabedoria nas decisões, a fortaleza nas dificuldades e um coração cada vez mais configurado ao Coração de Cristo, Bom Pastor.
Confiemos esta celebração à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, e de Santa Maria Madalena, para que, fortalecidos pela Palavra e alimentados pelo Pão da Vida, possamos caminhar sempre na esperança da Ressurreição e da vida eterna.
E agora, para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos humildemente os nossos pecados e peçamos o perdão e a misericórdia do Senhor.
Pres.: Oremos.
LITURGIA DA PALAVRA
Eis o que diz a noiva: 1“Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 2Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 3Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ʽVistes porventura o amor de minha vida?ʼ 4aE logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”.
— Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! ℟.
— Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. ℟.
— Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! ℟.
— Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. ℟.
℣.: O Senhor esteja convosco.
℣.: 1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer: Mestre). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.
